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"Espero que goste do blog e este lhe sirva de inspiração para o dificil e prazeroso desafio de viver, que as palavras que tu leias aqui sejam de grande valia para sua vida, te dando força e garra para continuares prosperando na luta da sua vida."

Gallo-Lusitano.:

________Radio Bushi________

sábado, 17 de setembro de 2011

10 Qualidades de um guerreiro.


Não raro, paro e penso: "Nos dias atuais, onde a competição entre todos é grande, onde as oportunidades são poucas, e para tê-las, devemos lutar muito, quais qualidades um homem deve ter para alcançar o seu objetivo?" 


Fiquei muitos tempo pensando nisso, assisti a filmes, li livros e não encontrei nada plausível, nada que se encaixasse nos dias atuais. Até que li "Musashi".

Musashi para mim foi o maior exemplo de perseverança, dedicação e disciplina na busca de objetivo, assumiu suas condições sem reclamar, aprendeu sem um mestre e venceu sem ajuda. Foi autêntico.

O livro me deu uma luz, um norte, baseado nele comecei a traçar minhas metas de vida.

Assim, pensei em postar algo aqui que tivesse embasamento em Musashi e se enquadrasse nos dias de hoje, Abaixo, um texto sobre Qualidades que deve ter um guerreiro:

 

1. O guerreiro lidera ao servir às habilidades dos outros

Não pense que o líder é aquele que se destaca ou o que possui mais competências. O bom líder é aquele que vê potencialidades nos outros e age para que suas habilidades encontrem espaço no grupo e se desenvolvam. Ele une o melhor de um com o melhor do outro. Sabe como fazer todos sonharem e conectarem seus know-hows a um projeto significativo.
Em vez de retórica, sua arte é outra: ele é mestre da escuta. As pessoas não servem ao líder, mas ao sonho em comum e aos projetos derivados. Para que isso aconteça, o líder não faz, pois sempre há alguém que faça melhor. Ele também não manda fazer, apenas abre espaço.

2. O sucesso do guerreiro inclui o fracasso

guerreiro-caido
Não se pode vencer todas
Em livros de auto-ajuda, só se fala no sucesso e suas leis e segredos. Em todos eles, o fracasso é sempre visto como uma das etapas para se atingir o sucesso. O homem guerreiro sabe que não pode confiar em um sucesso que pode dar errado. O sucesso vendido por aí traz mais frustração do que felicidade. O autêntico êxito não pode estar baseado em ideais de sucesso. A ousadia do guerreiro afirma que nosso sucesso tem de ser atingido mesmo se falharmos completamente em todas as nossas investidas.
Parece loucura, mas basta alterarmos nossa meta: em vez de dinheiro, fama e poder, podemos buscar diretamente o que pensamos que vamos conseguir com dinheiro, fama e poder. Em vez de tentar alterar as configurações externas para nos sentirmos bem, treinamos nossa mente e cultivamos uma felicidade, uma consciência e uma presença cuja estabilidade independe do que acontece ao nosso redor.

3. O orgulho, para o guerreiro, é uma forma de distração

Um mestre de meditação certo dia lançou o seguinte desafio a quatro alunos experientes: ficar em silêncio absoluto por um mês. Todos estavam indo bem, até que no último dia um deles começou a tossir incansavelmente. O aluno do lado tentou se conter, mas acabou falando: “Não tínhamos que ficar em silêncio completo?”. O terceiro imediatamente disparou: “Por que vocês dois quebraram o silêncio?”. Um pouco de silêncio e o último não resistiu: “Aha! Eu sou o único que não falou!”.
O guerreiro faz seu melhor. Sem olhar para trás com orgulho. Sem olhar para os lados pedindo aprovação. Sem olhar para frente gerando expectativas. Sempre que desvia o olhar de sua ação presente, ele se distrai, perde tempo e arranja complicações desnecessárias.

4. O guerreiro está sempre disponível

É claro que nossos projetos muitas vezes tomam todo o nosso tempo. Entretanto, ser disponível não significa ter tempo, mas ser capaz de, a qualquer momento, arranjar tempo. Se nos fechamos em nossas pequenas revoluções pessoais, não estaremos preparados para quando uma grande revolução passar ao nosso lado. O mesmo raciocínio vale para trabalhos, projetos e, obviamente, para mulheres.
Estar disponível é sinal de compaixão e liberdade. Compaixão, já que o guerreiro está sempre aberto às confusões humanas. Liberdade, pois o guerreiro pode mudar de direção a qualquer momento, sem preparação, sem avisos.

5. A religião do guerreiro só tem um nome: liberdade

guerreiro-masaii
Um autêntico Guerreiro Masai
Qualquer pratica espiritual só faz sentido se aumenta nossa liberdade diante das configurações do mundo, das imposições dos outros e, principalmente, diante de nossos condicionamentos e energias de hábito. O guerreiro treina aumentar a espacialidade para que, em qualquer situação, sempre haja saídas e caminhos alternativos. Para ele e para os outros.

6. O guerreiro encara tudo como um sonho

viajante
O leão vem nos atacar. Ficamos apavorados e saímos correndo. Mas era tudo um sonho… Viver a vida como um sonho, ver a qualidade onírica de tudo. Essa simples metáfora do sonho causa várias transformações no guerreiro: ele não se leva a sério, ele não dá solidez às situações, ele se livra de certezas e crenças, ele age sem medo.
O guerreiro afirma que a maioria dos humanos continua dormindo no estado de vigília. Quando as coisas aparecem, reagimos de modo condicionado e corremos de vários leões de sonho. A liberação desse processo é similar a um sonho lúcido (aquele no qual, durante o sonho, você sabe que está sonhando): ser capaz de viver sabendo que tudo é um sonho. No grande despertar, o sonho não cessa. Ele apenas perde a substancialidade que antes nos aprisionava.

7. A filosofia do guerreiro tem corpo

O conhecimento desincorporado é estéril e absolutamente inútil. A filosofia do guerreiro não é senão seu corpo em ação. Em vez de guardar saberes, ele faz uso deles para se posicionar no mundo. Cada novo insight mental transforma-se em uma posição específica. Cada teoria ajusta a postura. O que importa não é o conteúdo, mas a flexibilidade que ele gera ao esticarmos nosso corpo e mente na tentativa de apreendê-lo.
Ao ouvir alguém, o guerreiro observa o corpo e aprende com ele. Ao falar, o guerreiro não está interessado em transmitir idéias e informações. Ele mira o corpo do outro. Cada palavra é um golpe – de ataque ou sedução, de violência ou carinho.

8. O guerreiro anda com a morte ao lado

Todo dia, o homem guerreiro levanta e se lembra que vai morrer. Seu primeiro e último pensamento é: todos vamos morrer. Isso tira a importância e concede leveza a seus atos. Ao manter essa lembrança, seu corpo transforma-se em um aviso aos outros: “Todos vamos morrer”. E então as pessoas realizam seus desejos e fazem loucuras ao seu redor. Elas agradecem a ele, mas ele sabe que ações assim são fruto do poder de agir com a perspectiva da morte.
Sabendo que vai morrer, o guerreiro não se distrai, não entra em discussões tolas, não perde tempo. Se a relação é medíocre, ele a abandona. Se o local se estagnou, ele se muda. Ele não desperdiça sua energia vital. Quando alguém age como se fosse imortal, ele chama a morte e a coloca face a face com ele. O homem guerreiro é parceiro da morte.

9. A única preocupação do guerreiro: oferecer suas habilidades ao mundo

Sem interesses autocentrados, sem ideal de sucesso, sob a sombra da morte, só resta ao guerreiro oferecer o que tem de melhor ao mundo. Ele associa suas artes e habilidades a grandes projetos e tenta enriquecer, como pode, esse sonho coletivo que vivemos.
O guerreiro faz de seus atos um presente a todos. Presente que entrega sem que ninguém peça. Ele também não espera elogios ou agradecimentos, apenas entrega e se vai. É isso o que fazemos aqui: nascemos, fazemos alguma coisa e morremos a seguir. Ainda que faça seu melhor, o guerreiro não guarda a ilusão de que isso seja mesmo uma grande coisa. É apenas alguma coisa, uma forma de agradecer pela oportunidade antes de morrer.

10. O guerreiro repousa além das construções

guerreiros
Mulheres vêm e vão. Amigos se apresentam e se despedem. Trabalhos começam e terminam. O guerreiro nunca se vincula totalmente a algo, pois sabe que tudo é impermanente. Paradoxalmente, essa mesma impermanência o faz se dedicar totalmente a cada mulher, amigo ou trabalho. Para o olhar dos outros, o guerreiro é muito ativo e está fazendo mil coisas. Mas o guerreiro é imóvel. Sua imobilidade faz com que ele seja impassível, imperturbável.
Seus pés não estão nas construções que ele executa. Quando o construído desmorona, ele não cai junto. Sua consciência não se identifica com nada que surge na mente: pensamentos, emoções, idéias, medos, desejos. Tampouco ele se identifica com o que surge no corpo: doença, decrepitude, envelhecimento. Sabendo que não é nada disso, ele transita e vive tudo com intensidade.
Seu mundo é um grande cinema com incontáveis filmes em cartaz. Ele sabe que são filmes e mesmo assim escolhe entrar, rir e chorar. Adentrar todos os mundos e seres é sua prática de coragem. Lembrar, em meio ao filme, que ele está em um grande cinema – eis sua prática de liberdade. Mas como ele faz isso?
O guerreiro vê, ao mesmo tempo, o conteúdo do filme e a tela atrás. Os conteúdos se alternam. A tela é sempre a mesma. Livre de qualquer conteúdo, para que possa apresentar qualquer enredo. Sem cor ou som, para que possa mostrar todas as cores e sons. A tela é nossa verdadeira natureza.
O guerreiro sabe que somos a liberdade da qual tudo brota. É essa sua base, seu único refúgio.

De fato, o sofrimento surge da contração, do fechamento. Um homem se suicida quando seu espaço de ação é totalmente reduzido e não lhe sobra alternativa além de um tiro na boca. Ele não vê saídas. Sabendo disso, o guerreiro está constantemente ampliando o espaço de possibilidades em seu mundo e nas vidas de todos ao seu redor. Ele vê saídas para os problemas dos outros e assim consegue ajudá-los. Sua presença aberta está sempre apontando a liberdade em tudo, para todos.

http://papodehomem.com.br/as-10-qualidades-do-homem-guerreiro-parte-i/
Créditos: 
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

7 Frases de Dalai Lama - I

"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver."

"Determinação coragem e auto confiança são fatores decisivos para o sucesso. Se estamos possuidos por uma inabalável determinação conseguiremos superá-los. Independentemente das circustancias,devemos ser sempre humildes,recatados e despidos de orgulho."

"Pouco importa o julgamento dos outros.Os seres são tão contraditórios que é impossivel atender às suas demandas, satisfazê-los. Tenha em mente simplesmente ser autêntico e verdadeiro..."

"Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez."

"Creio que a pessoa que teve mais experiência de privações consegue enfrentar problemas com mais firmeza que a pessoa que nunca passou por sofrimento. Portanto, visto por esse ângulo, um pouco de sofrimento pode ser uma boa lição para a vida."

"Desenvolver força, coragem e paz interior demanda tempo. Não espere resultados rápidos e imediatos, sob o pretexto de que decidiu mudar. Cada ação que você executa permite que essa decisão se torne efetiva dentro de seu coração."

"Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir."

Dalai Lama.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Honra e Desonra



Quando eu era mais novo, era muito brigão, brigava por qualquer coisa e em qualquer situação, jogando futebol, na sala de aula, na rua, não importava o lugar e nem com quem, bastava alguém fazer algo que no meu entendimento ia contra os meu principios que eu já cerrava os punhos e ali já iniciava uma briga.

Nestes pequenos confrontos, ás vezes batia, ás vezes apanhava, mas o que mais me intrigava era o seguinte: todos continuavam sem me respeitar da forma como eu desejava, nem mesmo os que apanhavam, logo eles vinham novamente me provocando e travando um novo confronto.

Então ás vezes eu pensava: “O que tenho de fazer para que estes meninos me respeitem e parem de provocar falando coisas que ferem minha honra?”

Abaixo um texto que explica como lidar com situações de provocações e o ferimento da honra:
 
"Conta-se que, perto de Tóquio, capital da Japão, vivia um grande samurai.
Já muito idoso, ele agora se dedicava a ensinar o zen aos jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, apareceu por ali um jovem guerreiro, conhecido por sua total falta de escrúpulos. Era famoso por usar a técnica da provocação.
Utilizando-se de suas habilidades para provocar, esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de inteligência e agilidade, contra-atacava com velocidade fulminante.
O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta.
Assim que soube da reputação do velho samurai, propôs-se a não sair dali sem antes derrotá-lo e aumentar sua fama.
Todos os discípulos do samurai se manifestaram contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio.
Foram todos para a praça da pequena cidade e diante dos olhares espantados, o jovem guerreiro começou a insultar o velho mestre.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos, ofendendo inclusive seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu sereno e impassível.
No final da tarde, sentindo-se exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados pelo fato de o mestre ter aceitado calado tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:
Como o senhor pôde suportar tanta indignidade?
Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
O sábio ancião olhou calmamente para os alunos e, fixando o olhar num deles lhe perguntou:
Se alguém chega até você com um presente e lhe oferece mas você não o aceita, com quem fica o presente?
Com quem tentou entregá-lo, respondeu o discípulo.
Pois bem, o mesmo vale para qualquer outro tipo de provocação e também para a inveja, a raiva, e os insultos, disse o mestre.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carregava consigo.
Por essa razão, a sua paz interior depende exclusivamente de você. As pessoas não podem lhe tirar a calma, se você não o permitir."



No livro Musashi, há um episódio que retrata uma história interessante:

Em dado momento, Osugi-sama, mãe de Matahachi-sam, resolve ir atrás de Musashi para mata-lo, esta era uma senhora idosa que tinha ódio de Musashi por inveja, por que seu filho Matahachi não seguia uma vida regrada como Musashi. Certo dia Osugi-sama encontrou Musashi em uma rua de Kyoto, no local haviam várias pessoas, Osugi-sama desembainhou sua espada e desafiou Musashi para um duelo, não bastando o desafio, ainda o provocou frente as pessoas que ali estavam, chamando-o de covarde se não aceitasse o desafio. Logicamente Musashi era dezenas de vezes superior na esgrima do que Osugi-sama e derrotaria esta senhora idosa muito rapidamente, mas sua atitude não foi a aceitação do duelo, pelo contrário, fugiu na frente de todos que estavam ali. Ai eu pergunto, qual atitude mancharia mais a honra de Musashi? Fugir ou Duelar e matar violentamente a Senhora idosa na frente de todos?
Só depois de um tempo é que percebi que o simples fato de uma pessoa lhe falar algo inconveniente, não necessariamente fere a sua honra.

A honra de um Samurai está nos seus atos, nas suas façanhas, nas suas decisões e não na afirmação de outros.

Se você tem seus princípios e valores e estes estão de acordo com a moralidade do mundo, não é uma, duas nem uma centena de pessoas que afirmam que você é desonrado que terão razão.

Se alguém lhes transmite raiva, desonra, rancor, não os receba, pois se este sentimentos não estão com você é por que ainda estão com a pessoa que lhe enviou.

O Ignorante é como uma casa feita de palha, que ao receber gritos, murros e pontapés se desmorona e cai ao chão, reduzido a um amontoado de lixo. Já o sábio é como uma montanha, que sofrendo as mesmas ofensas da casa de palha, pemanece intacto, grandioso, imponente e majestoso. 

 Uma guerra só vale a pena se é vantajosa, se for pra manter minha honra contra simples palavras ditas da boca de quem não ás tem, prefiro que meu inimigo pense que “perdi a guerra”, mas que o mundo e o futuro me sejam generosos pela sabedoria exercida em não ceder aos ignorantes e não me tornar como eles, aceitando suas provocações.

A verdadeira honra está nos princípios próprios e não nos princípios dos outros.

É ai que mora a verdadeira honra do Samurai.

Gallo-Lusitano.
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Amigos e Colegas, formal e informal!

Tive uma namorada que dizia que não tinha amigos e sim colegas, pensei: Qual a diferença entre amigo e colega?

Para mim, colega era apenas aquele que desempenhava uma função igual a sua, seja na escola, no trabalho, etc . .

Ela me disse que não, colega era aquele que só retribuía aquilo que voce fazia à ele e vice e versa. E que amigos davam muito trabalho, por que não haviam uma equiparação de favores, voce tinha que prestar na hora que ele precisa-se e sem medidas, ou seja, amigos eram prejuízo.

Abaixo segue um texto sobre amigos:

"Um samurai morreu durante uma batalha com seu cavalo e seu cachorro. Os espíritos dos três partiram para uma longa caminhada em busca do céu e, como na subida o sol estava forte, ficaram com muita sede. No caminho avistaram um  portal, que conduzia a uma praça, calçada de ouro e uma grande fonte. O samurai dirigiu-se ao guardião e perguntou:
- Que lugar lindo é este?
- Isto aqui é o céu, foi a resposta.
- Que bom que chegamos ao céu, estamos com sede, disse o samurai.
- O senhor pode entrar e beber água à vontade, explicou o guarda.
- Meu cavalo e meu cachorro também estão com muita sede.
- Lamento muito, aqui não se permite a entrada de animais.
O samurai ficou muito desapontado porque a sede era grande, mas não beberia sozinho, deixando seus amigos de fora. Assim, prosseguiu a caminhada, numa estrada longa, que multiplicou a sede e o cansaço. Foi quando chegaram a um sítio, cuja entrada era uma velha porteira aberta. Perto da sombra de uma árvore descansava um velho senhor.
- Estamos com muita sede, meu cavalo, meu cachorro e eu.
- Há uma fonte naquela bacia de pedra. Podem beber à vontade e se
quiserem podem ficar por aqui, disse o velho.
Os três foram até a fonte e mataram a sede.
- A propósito, perguntou o samurai, qual é o nome deste lugar?
- Céu, respondeu o ancião.
- Céu? Mas o guarda do portal disse que lá era o céu!
- Aquilo não é o céu, aquilo é o inferno.
- Mas então essa falsa informação deve causar grande confusão…
- De forma alguma, respondeu o velhinho. Na verdade, eles nos fazem um grande
favor. Porque por lá ficam aqueles que são capazes de abandonar até seus melhores
amigos…"


 
Quem tem amigos, tem tudo!


Quem tem colegas, nem sempre.



Ja ne, mata!

Gallo-lusitano.:

Creditos do texto: http://juliosimoes.blog.br/2009/08/03/um-conto-sobre-o-samurai/
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Covarde e Pequeno.

Quantas vezes te consideraram covarde? quantas vezes disseram que você não era pareo para enfrentar tal situação?

Comigo, pelo menos, muitas vezes.

Na maioria das vezes, fui considerado pequeno, covarde, incapaz.

Mas será que sempre as pessoas que te amedrontam tem razão?

Eu confio muito no poder da estratégia, confio que uma atitude bem pensada, pode fazer com que, quem parece pequeno, derrote o grande, o fraco justo, derrube o poderoso impiedoso.

Miyamoto Musashi-sama também passou por algo semelhante, quando enfrentou Yosioka Seijuro, todos  consideravam Musashi-sama um Samurai mendigo, que nada tinha de habilidade perto do grande mestre da Academia Yoshioka, porém, Musashi-sama venceu o desafio, estratégia? Talvez . . . 

Segue abaixo um texto sobre estratégia, texto este descrito no livro: "A arte da guerra" um livro muito conhecido e muito antigo, escrito pelo Chinês Sun Tzu, mas que até hoje nos trás preciosas lições que podem ser aplicadas em nosso cotidiano:


"Em 341 a.C., o Estado chinês de Ch’i, em guerra contra o Wei, enviou T’ien Ch’i e Sun Pin contra o General P’ang Chuan, que era inimigo mortal do último.
Sun Pin disse a T’ien Ch’i: “Os soldados inimigos são rudes, destemidos e corajosos, e dão pouco importância a C’hi. O Estado de C’hi tem sido designado de maneira covarde, por isso nosso adversário nos despreza. Vamos transformar essa circunstância a nosso favor. Quem excele na guerra, confia em seu poder estratégico e percebe as vantagens de se conduzir um inimigo para onde quiser. Faça com que nosso exército de C’hi, ao adentrar as fronteiras de Wei, acenda 100.000 fogueiras. Amanhã 50.000, e novamente depois de amanhã acenda 30.000 fogueiras.”
P’ang Chuan, passados três dias, disse com grande exaltação: “Agora sei realmente que o exército de C’hi está apavorado. Estão no nosso território a apensa três dias, mas mais da metade dos oficiais e soldados desertaram. Eu sabia que os soldados de C’hi eram covardes.” Sendo assim, P’ang Chuan abandonou a infantaria e cobriu o dobro da distância pela qual ele percorreria normalmente em um dia, somente com as unidades ligeiras e de elite, em direção ao local onde se encontrava o exército de C’hi. Sun Pin, estimou que o exército inimigo chegaria na região de Ma-ling ao anoitecer.
A estrada para Ma-ling era estreita e íngrime e suas tropas podiam ser dispostas a fazer emboscada. Chegando lá, tirou uma casca de um tronco de uma grande árvore e nela escreveu: “Sob esta árvore, P’ang Chuan morrerá.” Quando ordenou que um poderoso corpo de 10.000 hábeis besteiros esperassem em emboscada em ambos os lados, e os instrui: “Ao anoitecer, quando virdes um fogo, subi e atirai todos juntos.” A noite, P’ang Chuan chegou ao local em que se encontrava a árvore, conforme Sun Pin havia previsto, e ao ver o tronco escrito, bateu uma pedra e acendeu uma tocha. Não tinha acabado de ler a mensagem quando cerca de 10.000 besteiros atiraram em massa. O exército de Wei desmoronou-se em caos e desordem coletiva. C’hi aproveitou a confusão e eliminou todo o exército inimigo.
SUN TZU DISSE: “Quem for hábil em movimentar o inimigo, se dispõe em uma configuração a qual cumpre que o inimigo responda. Oferece alguma coisa de que o inimigo precisa se apoderar. Pelo lucro, move-o, com seus fundamentos o espera.”
“O guerreiro inteligente emprega o efeito estratégico e não exige muito dos indivíduos. Leva em conta a aptidão de cada homem e não exige perfeição dos sem talentos.”
- A Arte Da Guerra
Sun Tzu"


Nem sempre quando você esta sozinho você é fraco, muitas vezes a solidão, frente a situações adversas é que te dá plenas condições para desempenhar o máximo do seu poder. E muito melhor estar sozinho, saber desta situação e lutar com toda a sua força do que estar rodeado de pessoa que somente te sugam energia e nada colaboram com a sua luta.

Faça parecer que você está fraco por que está desistindo, mas tenha a convicção de que sua luta esta apenas começando.

Gallo-lusitano.:
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